Qual é a situação atual do mundo da arte contemporânea? E de que forma isso influencia as obras de arte que estão a ser criadas? The Second copy: 2045 é uma performance conceptual que apresenta um documentário ambientado no ano de 2045, quando os conflitos políticos transformaram o mundo a tal ponto que apenas restam memórias da arte. O artista faz uma retrospetiva da dinâmica da arte marroquina contemporânea entre 2000 e 2015 e transporta o público para um espaço ambíguo entre o realismo e a ficção.
Nesta performance, entramos no mundo do objeto. A linguagem, os movimentos e as imagens já não se regem por um sistema lógico, mas são capazes de se trocar e interagir. O objetivo é construir um novo ambiente aberto à experimentação.
Ficha Artística
Conceito e performance: Youness Atbane
Assistência: Zouheir Atbane / Rachid Latouri
Youness Atbane nasceu em 1982 e vive e trabalha atualmente entre Casablanca e Berlim. A sua prática artística baseia-se numa relação crítica com os campos da arte, os seus agentes e as suas geopolíticas.
Começou por frequentar diferentes programas e a adquirir experiências artísticas nas áreas da performance e das artes visuais em França, Marrocos, Bélgica e Espanha. Em 2008, participou no programa de mestrado em artes performativas EX E.R.CE08, no CCN de Montpellier. Em 2010, concluiu um mestrado em Arte — Literatura e Museologia — pela Universidade de Nice.
A sua prática desenvolve-se em três áreas: a performance ao vivo enquanto espaço de reflexão; a criação de instalações enquanto resultado do ato performativo; e a fotografia e o desenho enquanto arquivo. Estas três áreas encontram-se interligadas e são interdependentes. O caráter exploratório do seu trabalho articula práticas performativas e narrativas, revelando simultaneamente qualidades discursivas e formais.
Youness Atbane apresentou as suas instalações e performances no Museu de Arte Contemporânea de Roma, no Parallel Project da Bienal de Veneza de 2011, no Institut du Monde Arabe, em Paris, no Museu de Arte Moderna e Contemporânea Mohammed VI, em Rabat, na Bienal Ostrale, em Dresden, e, mais recentemente, no Headlands Center for the Arts, em São Francisco, e no MASS MoCA, em Massachusetts. O seu trabalho foi também apresentado no British Museum e no Mucem, em Marselha.
