MECHITA é uma criação na qual cinco mulheres partilham um palco-espelho, convocando o corpo como arquivo vivo, território de memória e lugar de resistência. A partir de fragmentos de uma infância perdida, da liberdade, da voz e do feminino, a peça cruza experiências e memórias das intérpretes, explorando as marcas do abandono, do abuso e daquilo que permanece no corpo depois do que não pôde ser dito.
Entre a singularidade de cada história e a construção de um corpo coral, MECHITA procura os lugares onde a memória se transforma, onde a voz reaparece e onde ser menina e ser mulher se encontram.
Uma celebração poética da transformação, da liberdade e da beleza efémera do viver.
Ficha Artística
Criação: Sol Garcia
Cocriação e interpretação: Sol Garcia, Thalia Agapaki, Inês Luzio, Beatriz Rôla
Intérprete estagiária: Andreia Lopes
Apoio à investigação, cenografia e universo estético da peça: Cheila Garcia
Apoio à dramaturgia: Cristina Planas Leitão
Olhar externo: Daniela Cruz
Composição musical: Inês Luzio, Beatriz Rôla
Desenho de luz: Cárin Geada
Figurinos: Cacá Otto Reus
Produção executiva: Teresa Camarinha
Gestão administrativa e assessoria de imprensa: Coleção B
Apoio à residência: Sekoia Artists’ Shelter 2025 e 2026, Companhia Erva Daninha, CAMPUS Paulo Cunha e Silva, Estúdios Victor Cordon, PAZ – Performance Arts Zone, Associação Recreativa e Cultural de Serzedo
Coprodução: Teatro Municipal de Vila Real, Instável Centro Coreográfico, Teatro Municipal do Porto
Apoio à criação: Fundação GDA, Nome Próprio (Incubadora – Criar em Nome Próprio), Ccdr- Norte pontual
Agradecimentos: Tiago Amorim, Alice Amorim, Laura Amorim, Mário Garcia, Bárbara Silva, Miriam Garcia, Mercedes Quijada
Sol Garcia: Intérprete, coreógrafa e professora, Lisboeta mas vive na cidade do Porto desde 2011. A sua prática artística está profundamente enraizada na pesquisa do movimento, na dramaturgia física e na exploração de abordagens interdisciplinares à dança contemporânea. Com um foco na consciência somática e na profundidade emocional, o seu trabalho navega pelas interseções entre corpo, memória e espaço.
Licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança. Iniciou os seus estudos de dança através das Danças Urbanas. Foi membro do grupo Dance2xs Portugal em 2005, onde trabalhou com coreógrafos como Patrick Chen (Chicago), Sky Hoffman (L.A.) e Napoleon e Tabitha (L.A.).
Nesse mesmo ano, participou como bailarina nos MTV European Music Awards. Em 2006, venceu a competição Nike Women Portugal e foi selecionada como representante portuguesa para participar na semifinal em Amesterdão. Foi intérprete convidada nos projetos Feinprobe Honigsüss – The Oversweet Experience e The Movement of Our Roots, em Lutherstadt Wittenberg, Alemanha, em 2008/2009 e 2010.
Desde 2009, trabalha como intérprete, participando em criações de Benvindo Fonseca, Victor Hugo Pontes (2011 a 2022), uma relação
prolongada que se tornou um espaço essencial de pesquisa e afinação do olhar — um lugar de escuta, rigor e construção partilhada, onde o corpo é entendido como matéria narrativa e poética; Tiago Rodrigues, Hofesh Shechter, Olga Roriz, Companhia Erva Daninha, Nuno Preto, Albano Jerónimo, Joana Providência, Companhia Instável, Clara Andermatt, João Lucas e Roberto Olivan.
Como criadora, destaca projetos de pequena escala, como Vanilla?… Not! (2013), Femme Fatale (2014), Porque é que o céu é azul? (2016), Morro Amanhã (2016), Fille Dans le Vent (2017) e Paisagem (2017).
Desde 2014, é professora no FAICC (Formação Avançada em Interpretação e Criação Coreográfica), produzido pela Companhia
Instável.
De 2015 a 2019, dirigiu a Companhia Jovem Dancenter, em Aveiro. Foi vencedora da 2ª edição do programa televisivo So You Think You Can Dance? (Portugal). Em 2018, concluiu o Mestrado em Criação Artística Contemporânea na Universidade de Aveiro. Colaborou ainda como assistente de movimento “Nós quem somos?” , da Associação Onda Amarela, e “LULU”, de Nuno M Cardoso, “8º aniversário Casa da Arquitectura – Kengo Kuma” de Ana Figueira. Em 2024, integra o elenco do filme A Pedra Sonha Dar Flor, de Rodrigo
Areias, e do coletivo europeu de investigação em dança contemporânea iCoDaCo – International Contemporary Dance Collective.
